“Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite.” (Salmo 1.1,2)
Esse texto nos apresenta algumas características do justo e algumas características dos ímpios, e a partir dessa relação comparativa o autor quer persuadir o leitor a se posicionar do lado justo, optar por não se comportar e nem mesmo conviver com as práticas do ímpio. A idéia central do texto é apresentar o que Deus aprova e o que Deus desaprova; o que a Palavra quer nos fazer refletir é: como nossa vida pode e deve agradar ao Senhor.
O Salmo 1 é uma exortação para nos indicar a direção que nossa vida deve tomar. O autor nos diz quais são as conseqüências de ter uma vida impiedosa e os benefícios de se viver conectado com a vontade de Deus revelada em sua Lei. Nesse contexto, surge a palavra que estudaremos nessa série de posts: meditar. Esse verbo surge no verso 2 e está aproximadamente no centro do texto. A importância desse verbo pode ser comprovada através da palavra que o precede: lei. Não há nada mais importante para o judeu que a Lei, ela está no centro de todo o pensamento judeu e quando este verbo é colocado ao lado da palavra “lei”, então também adquire um grande valor neste texto.
O verbo meditar em hebraico carrega o sentido de “ler para si”. O que o salmista está nos dizendo é que o justo aplica em si mesmo o que diz a lei, ou seja, quando se lê a Escritura Sagrada, deve-se ler em uma postura reflexiva, ler para mim, meditar. Essa meditação nos traz vários benefícios, até infinitos benefícios. Nessa série trataremos de três deles. Vamos meditar nesse texto?
4 Não é o caso dos ímpios! São como palha que o vento leva.


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