Juventude da Terceira

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“Por isso, eu lhes digo: Usem a riqueza deste mundo ímpio para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas.” (Lucas 16.9)

Duas coisas chamam atenção aqui – primeiro, as riquezas irão acabar. Essa parábola de Jesus nos lembra a parábola do rico insensato. Aquele homem que juntou tantos bens que no final disse – bom, agora vou aproveitar tudo isso. E então Deus diz: louco, essa noite pedirão tua alma. E aí ele morreu. E não aproveitou nada.

Alguns de nós talvez vivamos essa vida. Nossa necessidade de aproveitar seu dinheiro é tão grande, que não percebemos que ela um dia vai acabar. Talvez você não se identifique com isso, porque você não tem riqueza nenhuma! Mas um dia você terá! E é importante lembrar que ela acabará quando estivermos no topo da nossa carreira carreira corporativa ou sendo nomeado juizes. De fato, tudo aquilo que temos de bem terreno vai acabar – sua juventude, sua força, seu relacionamento, seus livros, sua TV e sua bola de futebol. Percebe? Daqui a poucos anos, não serão mais suas. E em que você usou elas? Tenha em mente que você só está nessa realidade por 70 anos, e na próxima você estará por bilhões e bilhões de séculos eternos. Como você pode investir tanto nesses raros dias aqui?

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A segunda coisa que chama atenção é que aqueles amigos que nós fizemos aqui nos receberão nas moradas eternas. Não existe verdade mais maravilhosa que essa! Você já pensou nisso? Aquele missionário que você ajudou te receberá na glória. Aquele russo pra quem esse missionário pregou te receberá lá. Eles viviam longe de você, mas agora podem ser seus vizinhos. O morador de rua por quem você orou estará lá, em toda sua glória, abrindo as portas da casa dele porque agora ele tem uma casa, pois Deus te usou como bom administrador.

Quem é que não deseja passar o resto da eternidade com essas pessoas a quem você deu sua vida? Quem é que não se alegra em ver um adotado, um alvo de oração, ou mesmo o seu melhor amigo ali, na eternidade com você? Pode ter certeza de que quando você não investe na morada celestial do seu amigo, você está investindo na morada dele no inferno. Eu repito: use sua riqueza de maneira a preparar moradas para seus amigos nos céus, pois de outra forma, se você não cuida dele, ou se você usa esses bens para atrapalhar o relacionamento dele com Deus, você está pagando cada tijolinho da casinha dele lá embaixo. E talvez esteja pagando a sua também!

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Existe um grande debate a respeito das tais recompensas ou galardões que receberemos na glória. Para alguns, trata-se de algo puramente simbólico, e ninguém terá mais que o outro. Não faz sentido no céu alguém ser mais “rico” que os outros. Outros defendem que existirá esse tipo de divisão por lá, e que não será problema pois não haverá pecado e, ao invés de invejar quem tem mais ou humilhar quem tem menos, todos estarão satisfeitos com o que têm.

Sem querer entrar muito no debate, uma coisa que sempre me chamou a atenção nesse texto é justamente o fato de que uma recompensa é certa – amigos. Talvez não exista maior tesouro que esse, e quando você ignora os ensinamentos de Jesus, quando você administra mal os seus bens, pode ter certeza que você está perdendo uma coisa importantíssima.

E por toda eternidade.

“Por isso, eu lhes digo: Usem a riqueza deste mundo ímpio para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas.” (Lucas 16.9)

Como posso ganhar amigos se não recebo salário, e o pouco que recebo mal sobra para mim? Uma maneira é não lucrar com o que poderia te dar lucro. Ou seja – ajudar. Isso me lembra o caso de uma irmã que trabalha na Faculdade Teológica. É uma senhora já aposentada. Ela vende livros, e vende esses livros a preço de custo, e muitas vezes ela acaba até tomando prejuízo com esses livros. A forma dela investir suas riquezas é não ajuntar o que ela teria direito -  para que os seminaristas e pastores sejam abençoados.

Que tal não fazer amigos aqui?

Que tal não fazer amigos aqui?

Existe ainda uma outra maneira de ganhar amigos sem gastar dinheiro. E talvez a sua maneira de investir em amigos seja essa. Essa maneira significa abrir mão de alguma coisa que não abençoaria os outros – não usar o dinheiro no que não for abençoar. Isso mesmo! Você não perderá o amigo e não perderá seus bens em bobagem. Jesus nos diz que esses amigos que fazemos nos receberão nas moradas eternas.

A questão é: você está usando sua riqueza, ou a riqueza que seus pais te dão, em algo que promova amigos nos céus?

Quando você vai naquele show, naquela balada, naquela festinha, em que você gastou 30, 160 ou 280 reais, você está ganhando amigos? Quando você convida seus amigos para assentar-se na mesa do bar e encher a cara com você, é para fazer amigos celestiais que você usa suas riquezas? Quando sua comemoração de 15 anos, de casamento, de novo emprego, de aniversário é feita… quanto do pouco que você tem serve para trazer amigos às moradas eternas?

Veja, não estou falando que você deve ser um bitolado e fazer as contas em tudo e ver se as pessoas vão para o céu com suas compras. Estou questionando se você tem em mente esse princípio bíblico. Somos administradores e devemos usar o dinheiro que Deus colocou em nossas mãos para cumprir o propósito que Deus tem na vida daqueles que estão próximos de nós.

Deus nos dá sustento, alimentos, roupas, casa, família, lazer para que ele possa reunir seus filhos, reunir os seus amigos. Que crente não gostaria de tomar parte dessa grandiosa missão?

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“Por isso, eu lhes digo: Usem a riqueza deste mundo ímpio para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas.” (Lucas 16.9)

Que tal fazer amigos na prisão?

Que tal fazer amigos na prisão?

Como eu sei que estou usando bem minhas riquezas e meus bens? Que sugestão você me dá para que eu as use bem? Jesus toma também o exemplo do administrador para ensinar como investir seus bens. Da mesma maneira como o administrador infiel usou suas habilidades com contas para conseguir o favor das pessoas, devemos buscar isso.

Claro que não somos interesseiros como o administrador, mas o princípio é o mesmo – invista a riqueza que foi dada para você cuidar de pessoas. Façam amigos. Mais importante que acumular bens é você repartir com aqueles que precisam.

Como posso investir em pessoas? Existem muitas formas. A primeira é colaborando com a obra missionária. Quando você ajuda missões, você está sustentando alguém que trará pessoas a Cristo. Você não apenas investe na vida do missionário, e na de sua família, mas pode revolucionar um país. Lembre-se do exemplo dos cristãos primitivos, que ajudaram Paulo sem qualquer dificuldade. Mesmo pobres aos olhos do mundo, eles foram capazes de mudar cidades. Veja o que Paulo nos diz:

“No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade. Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos”. (2 Coríntios 8.2-4)

“O serviço ministerial que vocês estão realizando não está apenas suprindo as necessidades do povo de Deus, mas também transbordando em muitas expressões de gratidão a Deus. Por meio dessa prova de serviço ministerial, outros louvarão a Deus pela obediência que acompanha a confissão que vocês fazem do evangelho de Cristo e pela generosidade de vocês em compartilhar seus bens com eles e com todos os outros.” (2 Coríntios 9.12,13)

Outra forma é colaborar com a ação social. Aqui seu dinheiro muitas vezes tem uma ação direta na vida de alguém. Ele logo é transformado em roupas, comida, material de profissionalização, etc. E existem muitos alvos. Você pode ajudar crianças carentes, órfãos, viúvos, velhinhos, dependentes químicos, presidiários, entre outros.

Existe também a possibilidade de você presentear alguém com uma Bíblia, com livros, com CDs, ou algo que a faça crescer no Senhor, ou mesmo se converter. Geralmente até um presente comum pode ser bênção na vida de alguém. O importante nisso tudo é: não viva com esse dinheiro só pra você! Use essa riqueza para fazer amigos.

Talvez você diga – eu não tenho bens. Ainda assim, é possível investir em amigos. Veremos no próximo post. Até lá!

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“O senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu astutamente. Pois os filhos deste mundo são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz. Por isso, eu lhes digo: Usem a riqueza deste mundo ímpio para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas.Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito.” (Lucas 16.8-10)

(para quem não conhece a parábola do Administrador Infiel, sugiro assistir o vídeo Um ladrão tem algo a ensinar, aqui no blog ou ler todo o início do capítulo 16 de Lucas)

Temos riquezas para administrar

Temos riquezas para administrar

Jesus começa a explicação dessa difícil parábola dizendo que existem dois grupos de pessoas – os filhos do mundo e os filhos da luz. Sobre essa divisão já ouvimos várias vezes. O curioso nessa parábola é que Jesus levanta uma crítica a nós, os filhos da luz, e elogia os filhos do mundo, representados pelo administrador desonesto. Por que ele elogia? Porque esse bandido soube usar o seu dinheiro de uma maneira tão sábia (para os padrões dele), que até o seu ex-patrão o elogiou (e talvez o tenha contratado de volta). Os filhos da luz, por outro lado, são criticados por aquele que seria o mais próximo de “patrão” na vida deles.

Os crentes geralmente não agem com sabedoria. Da mesma forma que aquele administrador, temos a responsabilidade  de cuidar dos bens de alguém. No entanto, quando nos deparamos com essas riquezas e esses bens, não agimos procurando a decisão que nos interessa. E qual é a decisão que nos interessa? Teoricamente, deveriam ser decisões que envolvem a manifestação da luz de Deus aqui na terra. Isto é, nosso uso de nossos recursos deveria ser luz neste mundo.

O teólogo Vincent Cheung, comentando esse texto, nos diz que, como os incrédulos possuem prioridade mundana, eles são sábios (aos seus padrões), por fazerem de tudo para que esses objetivos sejam alcançados. Os crentes deveriam ter prioridades celestiais, mas muitas vezes estão mais preocupados em atingir os mesmos objetivos dos incrédulos. E então, esse autor conclui tristemente – “geralmente os incrédulos são melhores em ser incrédulos que os cristãos em serem cristãos”.

Jesus também fala de fidelidade. Normalmente quando alguém ouve essa palavra associada com dinheiro já pensa “bom, eu sou fiel, porque sou dizimista”. E desde quando fidelidade só significa isso? A Bíblia fala muitas vezes de fidelidade. Mas ela significa muito mais que depositar 10% todo mês na cestinha. A palavra fidelidade tem uma conotação de aliança. Isto é, um pacto entre duas pessoas, e essas duas pessoas concordam em cumprir essas estipulações.

A aliança mais próxima da nossa realidade é o casamento. Normalmente gostamos de diminuir o que é fidelidade para simplesmente não trair o parceiro. Fidelidade também é isso, mas

Fidelidade implica em 100% de compromisso

Fidelidade implica em 100% de compromisso

é só isso? Há uma aliança se um dos cônjuges pensa assim: não me deito com outra pessoa, mas minto pra você, roubo seu dinheiro, não te dou atenção em casa, nem ajudo a criar seus filhos? Super romântico, não é? Quem não quer um amor assim? Quem não quer ser amado assim? Duvido que alguém queira.

Mas é assim que muitos de nós agimos com o Deus que nós dizemos que amamos. Dizemos que estamos numa aliança com ele, mas achamos que administrar os 10% já tá bom. É por isso que tomo certo cuidado com a expressão “devolver o dízimo a Deus”. Os outros 90% também são dele e devem ser usados de maneira que honrem o seu Nome. Você é um mordomo, está apenas administrando essa parte na sua casa, com fins normalmente não-religiosos, enquanto a outra parte é administrada na igreja, com fins religiosos. Mas os 100% devem ser usados para a glória de Deus.

Portanto, a primeira lição de Jesus é: os filhos da luz não têm sabedoria para administrar seus bens de maneira a fazer valer aquilo em que eles crêem. Os filhos da luz não são fiéis nessas poucas riquezas que eles recebem aqui na terra. Os filhos da luz são piores em ser filhos da luz que os filhos do mundo em ser filhos do mundo. Jesus não se preocupou em saber se é mais difícil, Jesus não se preocupou em dizer se não é. Ele disse: sejam coerentes com aquilo que vocês dizem que acreditam. Se vivem para a luz gastem seus bens com a luz.

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Eli e Samuel

Eli e Samuel

“Samuel ficou deitado até de manhã e então abriu as portas da casa do SENHOR. Ele teve medo de contar a visão a Eli,  mas este o chamou e disse: ‘Samuel, meu filho’. ‘Estou aqui’, respondeu Samuel. Eli perguntou: ‘O que o SENHOR lhe disse? Não esconda de mim’.” (1 Samuel 3.15-17)

Estamos diante de duas gerações de sacerdotes – Eli e Samuel. Um idoso, pai de família, e um jovem inexperiente. No entanto, o jovem Samuel foi aquele que no final teve sua vida poupada. E por que? Porque ouviu, anunciou e aplicou a Palavra.

A função de Eli era uma função mediadora entre Deus e os homens. Mas o que víamos? Ele mal conseguia educar sua família. Mal conseguia reconhecer uma crente orando (1 Samuel 1)! Ele ouviu as advertências de Deus, mas continuou agindo da mesma forma. Ele era aquele que vivia dentro da casa de Deus, mas que estava lá muito mais por costume ou conveniência, que por um desejo de transformar a si e às pessoas a seu redor.

Samuel estava disposto a ouvir, mas você só tem a prova real disso quando ele escuta aquela palavra tão grave, e reage a essa palavra. Muitos de nós nos dizemos dispostos a escutar o Senhor falar. No entanto, cada vez que ouvimos a exposição da Escritura, não existe qualquer reação em nós. Ao contrário de Samuel, que quase não pôde dormir aquela noite, muitos de nós iremos hoje para casa, dormiremos tranquilamente, e amanhã seguiremos o curso de nossas vidas.

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Isto não é estar disposto a ouvir. Ouvir a Palavra é, como Samuel e ao contrário de Eli, aceitar aquilo que a Palavra diz. Que Deus é bom e o pecado é ruim. Que a santidade agrada o Senhor e a impiedade o leva à ira. Que aquelas bênçãos prometidas são verdadeiras, mas os castigos também. É ouvir tudo isso e tremer. Ou sorrir, se estamos glorificando a Deus com nossas vidas.

Muitas vezes, somos como Eli, que via os próprios filhos, os sacerdotes da nação, se deitarem com mulheres em frente à tenda do Senhor, e não se escandalizava com isso! As pessoas ao nosso redor se afundam cada dia mais em pecados e o que fazemos? Nos assentamos à mesa com elas e celebramos juntos a descida aoAbismo. Nós somos idênticos a Eli quando não queremos ouvir a voz de Deus.

Precisamos ser como Samuel, e se você não consegue ser como Samuel, ore a Deus pedindo! Peça que as bênçãos propostas na Palavra voltem a encher seu coração de alegria, peça que as advertências voltem a encher você de temor. Ore para que o privilégio de escutar o Criador de tudo volte a ser um privilégio em sua vida.

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O motivo para não escutarmos nosso Deus muitas vezes está em nós mesmos. No coração endurecido, na preguiça, no amor às coisas pequenas, no ouvido propositalmente fechado. Se você quer mudar isso, coloque-se diante de Deus e peça. Termino esse estudo com uma oração que me marcou muito. E espero que você possa entender essa oração e fazê-la também.

Oh Deus, provei da tua bondade
e ela tanto me satisfez quanto me deixou sedento por mais
Estou dolorosamente consciente de minha necessidade por mais graça
Estou envergonhado da minha falta de desejo

Oh Deus, o Deus Triúno
Eu desejo te desejar
Eu anseio ser cheio de anseio
Tenho sede de ser feito mais sedento

Mostra-me tua glória, eu oro
Que eu possa te conhecer de fato
Começa em misericórdia uma nova obra de amor dentro de mim
Dê-me graça para levantar e te seguir deste vale nebuloso
onde tanto tenho vagado.

Em Nome de Jesus
Amém

(A.W. Tozer)

<< Parte 02

Ouvindo Deus e ouvindo homens

Samuel é um cara inexperiente na Palavra, quando ouve Deus chamá-lo pelo nome, acha que é Eli. Cabe ao próprio Eli explicar a Samuel o que está acontecendo. Mesmo sendo um sacerdote muitas vezes displicente, Eli tinha mais experiência com Deus que Samuel, naquele momento.

Quando lidamos com a Palavra de Deus lidamos também com homens. Em primeiro lugar, porque eram homens aqueles que escreveram (embora isso não torne a Bíblia falha). Se foram homens inspirados que escreveram, é certeza de que eles escreveram para que seres humanos entendam. A Bíblia é a Palavra de Deus expressa por seres humanos.

Em segundo lugar, porque existem muitos entre nós que ouvem a voz dos homens, e pensam ali estar  a Palavra de Deus. Existem aqueles crentes que não se dedicam ao estudo bíblico e só sabem repetir opiniões de pessoas, frases feitas, letras de músicas ou ensinamento de livros.

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Não há nenhum problema – por si só – em conhecer o pensamento dos outros , mas não é saudável quando isso é tudo que você conhece de Deus. Você só conhece alguma coisa sobre Deus porque um outro tentou conhecê-lo. Você torna-se dependente da autoridade de certas pessoas para poder relacionar-se com o Senhor. Ora, se a voz do seu Senhor não é autoridade nem interessante, por que ele é chamado de “senhor”?

Eli e Samuel
Eli e Samuel

Existem aqueles ainda que sempre usam a autoridade de alguém para se justificar. Quero ir na boate? Bom, o bispo X apóia, logo está tranqüilo. Preciso desobedecer certa norma? Bem, o Pastor fulano diz que não há problema. Ele pode dizer isso… mas o que a Bíblia diz? Antigamente tinha uma galera que queria que tudo fosse comprovado com versículos-chaves. Qual o verso que fala pra não fazer isso? Eu mesmo já agi assim e sei que isso pode diminuir a mensagem geral da Escritura ao fragmentá-la em pequenos mandamentos.

No entanto, a coisa piorou. Hoje em dia nós somos tão preguiçosos, tão superficiais, que se alguém apóia o que queremos, então já temos aqui a vontade de Deus revelada.

Que nos lembremos do que aconteceu em Atos 17.11:

Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.

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E aqui está o outro lado da história. Ao mesmo tempo em que temos de tomar cuidado em não dar autoridade demais aos homens, precisamos também ser humildes em relação a isso, e ouvir aqueles que podem nos ajudar. Da mesma maneira que Samuel teve de ser guiado por alguém, precisamos contar com nossos amigos e irmãos como instrumentos da voz de Deus.

Muitas vezes nós menosprezamos a palavra pregada, menosprezamos a leitura, menosprezamos a EBD. Isso não mostra simplesmente preguiça, mostra realmente um desprezo por Deus e um desejo por coisas menores. Ignorar o anúncio da Palavra é ignorar o próprio Deus. E foi isso que recaiu contra Eli, como veremos mais para frente.

Precisamos tomar cuidado com a opinião dos homens, mas precisamos às vezes escutar o que eles têm a dizer. Como conciliar isso? Estudando cada vez mais a própria Bíblia, relacionando-se com Deus, e pesando interpretações discrepantes. Cada texto bíblico foi escrito com uma intenção e, embora saibamos que nunca entenderemos 100% de cada i escrito, nosso objetivo é esse. Somente com a informação cristalina da Palavra poderemos nos relacionar corretamente com Deus.

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